Vou postar aqui estes dias alguns textos desses dois gigantes da literatura brasileira: Machado de Assis e Guimarães Rosa. Os dois nasceram no mês de junho – Machado, no dia 21, e Rosa no dia 27.
Jantei triste. Não era a falta do relógio que me pungia, era a imagem do autor do furto, e as reminiscências de criança, e outra vez a comparação, e a conclusão… Desde a sopa, começou a abrir em mim a flor amarela e mórbida do capítulo XXI, e então jantei depressa, para correr à casa de Virgília. Virgília era o presente; eu queria refugiar-me nele, para escapar às opressões do passado, porque o encontro do Quincas Borba tornara-me aos olhos o passado, no qual fora deveras, mas um passado roto, abjeto, mendigo e gatuno.
(Trecho do capítulo LXI de MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS)

