Breve biografia de Durval Augusto Jr.

   Meu nome completo é Durval Augusto de Souza Junior. Nasci numa família pobre e passei a infância num canto do Bairro Sion, em Belo Horizonte, bem próximo ao Morro do Papagaio. De um lado da rua sem calçamento só havia casebres; do outro, animais pastando e pequenos pássaros musicando nossas tardes com seus pipilos.

   Menino solitário e quieto, muito cedo cultivei o hábito de ficar a sós com meus fantasmas. Daí para a produção literária teria sido apenas um pulo, não fosse minha necessidade de trabalhar e ajudar meus pais a ganhar a vida, sendo o mais velho de seus seis filhos. Quando adulto, a luta foi pela minha própria manutenção e, em seguida, pela manutenção de minhas três filhas.

   Cursei Psicologia na PUC-MG e atuei como psicólogo clínico por onze anos na Saúde Pública. Então mudei, fui trabalhar como revisor de textos no Poder Judiciário, onde permaneci até me aposentar em 2012.

   Mas a produção literária começou muito antes disso. Já nos anos 1980, comecei a escrever os primeiros textos, que fui guardando.

   Em 1999, publiquei o primeiro livro, uma fábula, Fernando Capeta Urubu, título inspirado, como facilmente se deduz, em Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach, pela extinta Editora Jornal da Floresta. Esse livro surgiu quase que como uma brincadeira. Eu havia sofrido um pequeno acidente, em setembro de 1990, e estava impossibilitado de me locomover. Então comecei a rabiscar algo, de modo bem despretensioso, num pedaço de papel. Aquilo ganhou corpo, eu me empolguei e só parei no ponto finalíssimo. Qualquer semelhança com um político daquela época não é mera coincidência. O malvado e vaidoso urubu de minha história também se chama Fernando!

   Em 2006, veio a público o romance Almas Tontas, pela Editora Armazém de Ideias. Creio que grande parte do que criei nesse livro foi influenciada pelos fatos horripilantes que eu ouvia de meus pacientes no centro de saúde, ainda nos anos 1990, quando atuava como psicólogo. Houve quem identificasse no estilo alguma influência naturalista.

   Em 2011, publiquei o romance Sem Paredes, pela Alfstudio Produções, livro escrito entre 2000 e 2001, num momento em que eu estava muito influenciado pela releitura de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Há muito do linguajar do Rosa nesse livro porque esse era também o linguajar de minha avó paterna e seus irmãos. Mas a genialidade do autor de Grande Sertão: Veredas passou longe. Sou apenas um artesão da linguagem, se é que chego a tanto.

   Em 2016, saiu o meu primeiro livro de contos, A Aljava de Cupido, pela Scortecci Editora. Para essa primeira coletânea, selecionei contos escritos em épocas distintas, mas tendo a temática das relações afetivas como foco principal. Cupido jamais fica de fora de qualquer obra literária, ou mesmo de qualquer atividade humana. Aliás, sem o eterno confronto entre Eros e Tanatos não pode haver nenhum movimento humano. A vida só existe porque é insuflada pela morte.

   Em 2017, publiquei a segunda coletânea de contos, com o título Quero Matar o Prefeito, também pela Scortecci Editora. O conto que dá título a esse volume tem como antagonista um fantasma chantagista que exige que o autor o coloque na história. Do contrário… Epa, nada de spoiler! É melhor ler o livro.

   Ainda pela Scortecci Editora, publiquei, em 2020, em plena pandemia do Coronavírus, o livro de Astrologia Desvendando a Linguagem do astros – o ABC para entender e interpretar mapas astrais (sim, atuo como astrólogo também, desde o início dos anos 1990, embora encare essa atividade mais como um hobby).

    Agora, neste turbulento ano de 2022, trago à luz meu sétimo livro, o romance Amor e Guerra em Vale Manso, pela Páginas Editora. Aqui vai uma pequena sinopse:

   Num contexto histórico delicado da vida do País, um homem valente e visionário encontra o amor e a guerra na fictícia Vale Manso.

   O inusitado, o pitoresco e o imponderável temperam as peripécias do protagonista, que vê sua vida e as de outras tantas personagens transformadas inexoravelmente.

   O amor o arrebata; a luta o convoca.

LANÇAMENTO: 03 de novembro de 2022, a partir das 19 horas, na Biblioteca Pública da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte – MG.

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Durval Augusto Jr.

Mineiro de Belo Horizonte, Durval Augusto Jr. é formado em Psicologia pela PUC-MG e trabalhou como psicólogo clínico por onze anos. Em seguida migrou para a Justiça Eleitoral, onde atuou como revisor de textos até se aposentar em 2012. Há muitos anos vem produzindo literatura e já publicou as seguintes obras: Fernando Capeta Urubu (fábula – 1999); Almas Tontas (romance – 2006); Sem Paredes (romance – 2011); A aljava de Cupido (contos – 2016); Quero matar o prefeito (contos - 2017); Desvendando a linguagem dos astros – o ABC para entender e interpretar mapas astrais (Astrologia - 2019); e Amor e guerra em Vale Manso (romance – 2022). Outros dois livros estão sendo preparados para publicação em breve.

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