ONDE ESTÁ NOSSA MENTE?

Quando ouvimos a palavra “mente” ou nela pensamos, automaticamente nos voltamos para nossa cabeça – essa estrutura óssea arredondada dentro da qual se encontra uma massa chamada cérebro, que se constitui, por sua vez, de um intrincado conjunto de circuitos estabelecidos entre células denominadas neurônios etc. Desculpem-me os entendidos se essa minha referência a tais componentes do cérebro se mostra por demais grosseira. Confesso que sou mesmo ignorante nessa matéria.

   Não me proponho aqui a falar de cérebro. Quero falar de mente. É irresistível para mim, contudo, toda vez que penso na minha cabeça, e consequentemente no meu cérebro, a ideia de estabelecer uma comparação entre ela –  a minha cabeça! – e um aparelho de rádio. Quando ligamos um aparelho de rádio e sintonizamos uma determinada emissora, recebemos um sinal sonoro, seja uma música ou a voz de um locutor. Se abrirmos o aparelho, desmontá-lo, escarafuncharmos tudo lá dentro, todo aquele emaranhado de fios, eletrodos e circuitos, encontraremos lá dentro a música ou a voz do locutor? Todos sabemos que não, não é verdade? Sabemos que os sinais de áudio estão no ar, estão “por aí”, emitidos pelos transmissores das estações de rádio. E sabemos que o mesmo ocorre com a televisão. O que o aparelho de rádio, em nossa casa, faz é servir de canal de recepção desses sinais. Uma vez sintonizado naquela frequência, será ouvida aquela emissora que escolhemos.

   Ainda um pouco antes de falar da nossa mente propriamente dito, pensemos nos e-mails que recebemos. Eles estão nos nossos computadores? Também sabemos que não! Quando abrimos nossa caixa de entrada para verificar as mensagens que recebemos, acessamos imediatamente um servidor –  que pode estar a muitos milhares de quilômetros de distância – e temos contato então com o conteúdo daquelas mensagens. Só teremos contato com as nossas mensagens, mas elas não estarão, a princípio, guardadas em nosso computador, a menos que as arquivemos nele.

   E a nossa mente? Está no nosso cérebro? Não, eu penso que não! Nós fazemos download dela a todo momento por meio de nosso cérebro. Ela não se limita nem no tempo nem no espaço, embora possua uma frequência muito específica, única, para cada indivíduo. É claro que falo aqui dos indivíduos considerados “normais”, já que os chamados “paranormais”, sensitivos e alguns psicóticos parecem conseguir a façanha de captar ondas fora de sua frequência. E como a mente não se limita nem no espaço nem no tempo, esses indivíduos muitas vezes avançam no tempo e conseguem contato com o que ainda não aconteceu!

Na realidade, a nossa mente não passa de uma pequena parcela bem específica de uma mente maior – a Mente Cósmica. Nesta  se emaranham, sem se misturar, uma infinidade de frequências específicas, correspondendo cada uma dessas frequências a uma mente individual.

Assim, à pergunta: “Onde está a nossa mente?”, eu responderia: “Está por aí! Sim, está por aí, sem limitações de tempo ou de espaço. Mas na frequência específica para cada receptor, ou melhor, para cada cérebro.

A diferença é que, enquanto inúmeros indivíduos podem sintonizar uma mesma emissora de rádio, apenas cada um de nós, teoricamente, pode entrar em sintonia com a nossa emissora particular, ou seja, a nossa mente. E escolhemos cuidadosamente, através da fala, da escrita ou qualquer outro meio de comunicação consciente, o que vamos retransmitir aos que nos cercam. Com a devida censura, logicamente.

Esse tema pode e deve ser desenvolvido. Eu só aticei.

Durval Augusto Jr. já publicou os seguintes livros: Fernando Capeta Urubu (fábula), 1999, Editora Jornal da Floresta, Belo Horizonte; Almas Tontas (romance), 2006, Editora Armazém de Ideias, Belo Horizonte; Sem Paredes (romance), 2011, Alfstudio Produções, Belo Horizonte; A aljava de Cupido (contos), 2016, Scortecci Editora, São Paulo; Quero matar o prefeito (contos), 2017, Scortecci Editora, São Paulo; Desvendando a linguagem dos astros (Astrologia), 2019, Scortecci Editora, São Paulo; e Amor e guerra em Vale Manso (romance), 2022, Páginas Editora, Belo Horizonte.

Publicado por

Avatar de Desconhecido

Durval Augusto Jr.

Mineiro de Belo Horizonte, Durval Augusto Jr. é formado em Psicologia pela PUC-MG e trabalhou como psicólogo clínico por onze anos. Em seguida migrou para a Justiça Eleitoral, onde atuou como revisor de textos até se aposentar em 2012. Há muitos anos vem produzindo literatura e já publicou as seguintes obras: Fernando Capeta Urubu (fábula – 1999); Almas Tontas (romance – 2006); Sem Paredes (romance – 2011); A aljava de Cupido (contos – 2016); Quero matar o prefeito (contos - 2017); Desvendando a linguagem dos astros – o ABC para entender e interpretar mapas astrais (Astrologia - 2019); e Amor e guerra em Vale Manso (romance – 2022). Outros dois livros estão sendo preparados para publicação em breve.

Deixe um comentário