Epaminondas da Silva sempre gostou de escrever. Mas publicava seus livros e não conseguia fazê-los chegar a muitos leitores. Atribuiu essa dificuldade ao fato de não ter um nome muito atraente.
Decidiu mudar. Primeiro considerou a possibilidade de apenas encurtar o nome, passando a se chamar Nonas da Silva. Mas ainda não lhe soava bem. Pensou: Silva significa selva, e selva em Inglês é wild. Decidiu se chamar Nondas Wild. Em seguida pensou mais um pouco e se lembrou de Oscar Wilde. Acrescentou um “e” ao final de “Wild”. Pronto: ele agora se chamava Nondas Wilde.
Não demorou muito e se mandou para os Estados Unidos. Fincou em Nova Iorque suas subnutridas raízes. E começou a escrever suas histórias em Português para em seguida traduzi-las para o Inglês.
Logo se tornou conhecido, pois seus livrinhos do tipo fastfood, fáceis de produzir e mais fáceis ainda de consumir, caíram no gosto popular.
Traduções do inglês para o Português passaram a ser distribuídas também no Brasil. E, para todos os efeitos, eram livros do “escritor norte-americano” Nondas Wilde!
Um dia teve a ideia de retornar ao Brasil, não como Epaminondas da Silva, mas como Nondas Wilde, escritor norte-americano, ora essa!
Criou um concurso. O leitor brasileiro que escrevesse e enviasse a ele a melhor frase receberia sua visita na cidade brasileira onde estivesse morando.
A partir daqui essa história começa a ficar interessante. Mas… é melhor você ler o livro Brasa Teimosa, a ser lançado em 2024 pela Literíssima Editora. Aguarde!
