VOU CHAMAR DE LUGAR, MAS PODE SER QUE MUDE, de Ricardo Rachid

Gostaria de falar sobre a poesia de Ricardo Bahia Rachid, após ter lido seu livro VOU CHAMAR DE LUGAR, MAS PODE SER QUE MUDE. Mas temo que meu verbo tosco macule a beleza de sua arte. Por isso me limito a reproduzir aqui fragmentos do que li.

Num dos cantos de dentro:

“pela primeira vez,

respirei fundo a música

da água

e voei feito um peixe

na transparência do dia.”

Num dos cantos de fora:

“sob as videiras,

A Vênus de Milo bebe o pôr-do-sol.

Você, um café.”

Num dos cantos de todo homem, um

Regresso

fazer a mala,

acomodar a alegria,

como quem parte de volta,

carregando nuvens.

desfazê-la, peça a peça,

pedra a pedra,

descalçando as lembranças.

sem pressa, as paisagens

ainda cantam o som

das ondas roçando a pele

de quem quis ficar.

lavar a poeira,

sem limpar a saudade do corpo.”

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Durval Augusto Jr.

Mineiro de Belo Horizonte, Durval Augusto Jr. é formado em Psicologia pela PUC-MG e trabalhou como psicólogo clínico por onze anos. Em seguida migrou para a Justiça Eleitoral, onde atuou como revisor de textos até se aposentar em 2012. Há muitos anos vem produzindo literatura e já publicou as seguintes obras: Fernando Capeta Urubu (fábula – 1999); Almas Tontas (romance – 2006); Sem Paredes (romance – 2011); A aljava de Cupido (contos – 2016); Quero matar o prefeito (contos - 2017); Desvendando a linguagem dos astros – o ABC para entender e interpretar mapas astrais (Astrologia - 2019); e Amor e guerra em Vale Manso (romance – 2022). Outros dois livros estão sendo preparados para publicação em breve.

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