SIM, EU SOU LADRÃO

(Sétimo conto do livro BRASA TEIMOSA)

   SIM, EU SOU LADRÃO conta o caso do sujeito que, próximo a uma estação rodoviária, decide pedir algum dinheiro para voltar para sua terra. Usa o curioso argumento de que é ladrão e acabou de sair da cadeia, razão pela qual, diz ele, está sem nem um centavo.

   Explica ao velho senhor a quem pede ajuda as dificuldades que encontra no exercício de sua “profissão”. “Ser ladrão não é fácil, meu senhor! A gente não tem apoio da sociedade, não tem um sindicato, não tem uma associação, não tem nada! Eu vou acabar mudando de profissão!”

   Como esse insólito caso prossegue você confere quando o livro BRASA TEIMOSA for publicado, em 2024, pela Literíssima Editora.

Sobre o conto O CARTEIRO MIGUEL

(Quinto conto do livro BRASA TEIMOSA)

Miguel é gago e evita como pode o convívio com as pessoas. Sua gagueira só desaparece quando fala sozinho ou com seu cachorro, de nome Roberto.

   Costuma sair para pescar, acompanhado do cachorro. Com ele desabafa. Numa das pescarias, confessou a Roberto que seu sonho de infância era ser radialista, mas com aquela gagueira… Não teve jeito. “Ainda bem que você não ri de mim, Roberto. Você é o cara!” – diz ele ao fiel amigo.

   A convivência com o cão foi se tornando tão intensa que, quase sem perceber, certo dia Miguel substituiu o português pelo cachorrês. Batia altos papos com Roberto, sempre em cachorrês. Aos poucos foi se esquecendo do português. Falando a língua dos cães, ele não gaguejava.

   Mas, a partir daí, sua vida teve uma reviravolta que eu não vou contar aqui. Aguardem o lançamento do livro em 2024 pela Literíssima Editora.

UMA BARATA CHAMADA ELVIRA

(Quarto conto do livro BRASA TEIMOSA)

   Por não suportar o convívio com as pessoas, a jovem Priscila acaba tendo de viver sozinha. Certo dia se depara com uma barata sobre a pia de sua cozinha e, fascinada, decide tornar cativa a criaturinha de roupa envernizada. Uma estranha relação se estabelece entre as duas. Priscila está no auge de sua perturbação. Dirige-se à barata ora com carinho, ora com agressividade; ora se identificando com ela, ora fazendo dela uma depositária de suas frustrações, projetando na pobrezinha sentimentos cujo verdadeiro alvo era dona Elvira, sua mãe.

   Epa! Acho que comecei a falar demais. Aguardem o lançamento do livro para conhecer toda a história.

   A publicação será pela Literíssima Editora.