O BURRO E O VULTO – de Ana Clara Milagres

Que sopro de suavidade e delicadeza, e que tocante expressão do que pode haver de melhor na natureza humana expressados por meio de vivências simples protagonizadas por animais!

   O burrinho Faísca, a cadelinha Mel, a patinha Sônia, o mal-humorado coelho Zuzinho e a coruja Maricota nos conduzem àquele universo de tamanha doçura e pureza de almas, que nos fazem acreditar que, em pleno 2022 – tempo de tantas sombras pairando sobre nossas existências conturbadas – pode haver ainda espaço para um sonho bom e esperança de reconstrução de atmosferas verdadeiramente humanas.

   AMIZADE! Essa é a principal palavra! Esse é o sentimento cujo verdadeiro significado devemos resgatar!

   Parabéns e muito sucesso, Ana Clara!

VOU MORRER QUINTA-FEIRA

  Entre as muitas características de meu novo romance, AMOR E GUERRA EM VALE MANSO, uma delas é que existem personagens e fenômenos muito estranhos. Como, por exemplo, o caso de sô Juquinha, um curandeiro e vidente pra lá de esquisito! Confira abaixo um trecho dedicado a esse personagem:

– Não, sô Janjão, fique sossegado. A primeira novidade é que eu vou morrer quinta-feira – e sô Juquinha disse aquilo com tal naturalidade que era como se ele tivesse o hábito de morrer toda semana.

   – Quê isso, amigo! Isso é loucura…

   – Não, sô Janjão, eu sei que vou morrer quinta-feira.

   – Mas como isso é possível?!

   – Me avisaram. Alguém do outro lado me avisou.

   – Que outro lado?

   – O outro lado… O lado dos que já foram. Um amigo de lá apareceu pra mim e me disse que a minha hora chega na quinta-feira. Mas não se preocupe, sô Janjão: já providenciei tudo. Vim apenas pedir ao senhor o favor de me enterrar. Já fiz uma cova lá no meu quintalzinho. Ficou bem caprichada. É só me botar lá dentro e jogar a terra por cima. Não carece nem de caixão. O corpo da gente daí a pouco apodrece mesmo, né… E a alma sobe rapidinho pro outro mundo. Bobagem gastar com caixão.

Confesso que estou ansioso para apresentrar aqui a capa do livro. Aguardem!

Um abraço,

Durval Augusto Jr.

Foto por julie aagaard em Pexels.com

Conheça também o canal BALAIO DO DURVAL no YouTube.

BICHOS HUMANOS EM LUTA NOITE ADENTRO

Aqui vai mais um pequeno trecho de meu livro AMOR E GUERRA EM VALE MANSO:

Agora a espera prudente deu lugar a intensa troca de tiros. Os disparos, porém, se davam na escuridão e sem que ninguém pudesse vislumbrar sequer a localização dos rivais. Os invasores abateram mais um. Tratava-se do Mosquito, um dos mais queridos companheiros da vila. Do meio da escuridão rugiu uma voz prontamente identificada por todos: Filhos da puta! Mataram o Mosquito! Atira, gente, atira! A gente tem que acabar com esses filhos da puta! E ele próprio, Gabriel, como um bicho brabo, avançava rastejando e atirando em tudo que se movia a sua frente. Seu ódio não tinha limites. Abateu dois inimigos e seguiu atirando. Seus companheiros o imitavam. E não havia mais silêncio, só gritos e disparos de ambos os lados. De cada garganta brotava gritos de ódio que assustavam os invasores e atiçava o desejo de luta dos habitantes da vila.

   As mulheres foram se aproximando de seus companheiros, todas de armas em punho, ocultas entre arbustos, imitando os outros.

   Os disparos prosseguiam e, de ambos os lados, de vez em quando se perdia um ou outro homem. As sombras dificultavam a identificação dos esconderijos. Gabriel insistia com seus gritos, incentivando os companheiros. Seu ódio não se arrefecera. Em dado momento, alguém gritou ao seu lado, como se o imitasse: Vamos acabar com esses filhos da puta! Fogo neles, gente! Ele prontamente reconheceu aquela voz. Tratava-se de seu amigo Getúlio. Uma presença inesperada que aumentou ainda mais o ânimo do amigo.

Foto por Francesco Ungaro em Pexels.com

Conheça também o canal DURVAL AUGUSTO JR. no YouTube.

AMOR E GUERRA E EM VALE MANSO

Pois é, não dá mais pra segurar! Ainda leva um certo tempo para eu ter a minha disposição a capa do livro, que se encontra ainda na editora. Mas o título é este: Amor e guerra em Vale Manso.

Reproduzo aqui um pequeno trecho da história:

Sentou-se ao lado dela e usava um pedregulho para escavacar o solo, como se aquele fosse apenas mais um encontro com uma pessoa qualquer. As palavras, no entanto, lhe fugiam. Seu coração batia forte, embora tentasse ocultar o quanto se sentia tocado pela presença dela. Os olhos ainda estiveram voltados para o chão por segundos. Ele era de novo um adolescente. Mas aquela questão de honra que todo macho pensa que deve obedecer falou mais alto. Ele se virou para ela, fitou-a de novo nos olhos, tocou-lhe os cabelos de leve, e proferiu palavras sem muito sentido. Mas nem um nem outro procurava sentido nas palavras. Instantes depois se beijavam.

   Os corpos não queriam se separar; rolavam sobre a grama fresca, engalfinhados, trocando carícias urgentes. Mãos violentas e apressadas se livravam das roupas inúteis. E se amaram ali mesmo, ao ar livre, ignorando os latidinhos finos de Diana, que parecia nada entender daquilo.

Conheça também o canal BALAIO DO DURVAL no YouTube.

DESVENDANDO A LINGUAGEM DOS ASTROS

Sim, eu sou astrólogo também! Em 2019 decidi escrever um livro que servisse como um apoio àquelas pessoas que já estudam ou que têm interesse em estudar e entender um mapa astral. A Astrologia tem sido muitas vezes desprezada por algumas pessoas, umas por simples desinteresse “nessas coisas”, outras por considerarem que “pessoas inteligentes não devem levar essas coisas a sério”. Mas o Universo é um ser que se manifesta em tudo, e é energia, e energia inteligente. Tudo está conectado e coordenado por essa energia inteligente universal. Os astros, portanto, também expressam essa energia inteligente e se fazem espelhar em tudo que nos rodeia, inclusive nossa própria natureza individual. O que não se pode é imaginar que Astrologia é mero estudo de signos zodiacais.

Lancei o livro em plena pandemia e creio que ele tem sido útil a muitos que desejam se aproximar um pouco mais desse fascinante campo do conhecimento humano.

Conheça também o canal DURVAL AUGUSTO JR. no YouTube.

QUERO MATAR O PREFEITO

QUERO MATAR O PREFEITO é outro livro de contos, lançado em 2017, pela Scortecci Editora. Como o anterior, também apresenta 30 histórias e, como sempre, mescla pinceladas de humor misturadas aos dramas humanos.

Na contracapa coloquei trecho de um dos contos: “Rugas, meu filho, não são mais que cemitérios de sonhos.”

“Cemitérios de sonhos?”

“Sim, nossos sonhos são como flores tenras, coloridas, perfumadas, que um dia murcham, secam, vão diminuindo, enquanto uma ruguinha vai se formando em nosso rosto. Quando a ruguinha está pronta, o defuntinho de sonho vem e se aloja no fundo dela.”

Conheça também o canal BALAIO DO DURVAL no YouTube.

A ALJAVA DE CUPIDO

A Aljava de Cupido é a reunião de trinta contos selecionados dentre todos aqueles que eu havia escrito até então (2016). Procurei, nesta coletânea, agrupar somente histórias que abordam o relacionamento entre pessoas de vários perfis psicológicos, seus dramas, suas buscas, seus conflitos, sonhos, angústias, conquistas, decepções – sempre preservando espaço para o cômico e o inusitado.

Conheça também o canal BALAIO DO DURVAL no YouTube.

SEM PAREDES

O romance SEM PAREDES foi escrito entre 2000 e 2001, mas publicado somente em 2012.

Fortunato deixou sua terra natal, ainda em idade tenra, para se lançar no mundo – um mundo sem paredes – numa espécie de fuga e ao mesmo tempo procura de si mesmo. O próprio protagonista narra sua história, talvez sentado numa banqueta rústica em sua cozinha, dirigindo-se, numa linguagem despojada e repleta de expressões pitorescas, a um interlocutor que o escuta até o final.

Com toda sinceridade, Fortunato relata, em várias passagens de seu monólogo, episódios que, conquanto possam afrontar o bom senso pela ausência de verossimilhança, se apresentam carregados do mais profundo realismo humano. è do seu coração e é do coração da humanidade que ele fala o tempo todo.

Conheça também o canal BALAIO DO DURVAL no YouTube.

ALMAS TONTAS

Meu segundo livro saiu em 2006. Almas Tontas retrata, nas palavras do editor André Carvalho,

“os principais sentimentos da alma humana. Predominam, no entanto, os aspectos mais obscuros do ser humano. A maioria absoluta dos personagens emprega as mais sórdidas artimanhas para sobreviver na selva humana de uma grande cidade. A competição é a mola mestra de toda a trama. Um claro reflexo de um tempo em que o êxito pessoal, o sucesso social e a ambivalência de caráter são a bússola que os seres humanos usam para conduzir o incerto, inexplicável e surpreendente navio chamado ‘viver’. Este é o navio tripulado pelas almas tontas que cumprem seu destino nas duras páginas deste pungente romance criado por Durval Augusto Jr. Um destino em que não há horizontes possíveis: todos estamos condenados a viver.”

Conheça também o canal BALAIO DO DURVAL no YouTube.

O PRIMEIRO LIVRO

Como eu disse, o primeiro livro que publiquei foi em 1999. Trata-se de uma novela (setenta e poucas páginas). Comecei a escrever essa história como uma brincadeira. Lembro que foi num setembro ou outubro do início dos anos 1990. Devido a um acidente, fiquei três semanas licenciado e sem poder sair de casa. Comecei então a rabiscar algo num pedaço de papel. A coisa foi ficando séria e, como resultado, surgiu Fernando Capeta Urubu, título inspirado (mas só o título) no conhecidíssimo Fernão Capelo Gaivota.

Conheça também o canal Durval Augusto Jr. no YouTube.