CACHORRICE

Nono conto do livro BRASA TEIMOSA

Sobre o conto CACHORRICE, o nono de BRASA TEIMOSA

   (– O homem humaniza o cachorro, mas o cachorro não cachorriza o homem –

disse um dos cães.

   – É verdade, cara, não cachorriza mesmo, não!)

(As duas senhoras conversavam no parque, naquela manhã de domingo. Seus cães – um buldogue e um pequinês – se encontraram. Primeiro se latiram de longe, depois se aproximaram. Cheiraram-se. Sentaram-se um diante do outro.

   Iniciaram um bate-papo.

   – Cara, que dia bonito, hein – disse o pequinês.

   – Bonito mesmo – respondeu o buldogue.

   – Posso ser seu amigo?

   – Claro! Foi um milagre dona Carmen me trazer no parque. O negócio dela é shopping.

   – Só dela? Dona Marta também não fica atrás. Mas é gente boa, me trata com carinho.

   – Sorte sua! Arrumaram um cachorro fresquinho, sabe, um poodle. Presente do marido pelo aniversário de dona Carmen. Detesto esses poodles. Pra mim todo poodle devia ser castrado, até a extinção da raça.

   – Por quê?)

   Acima, dois trechos do conto CACHORRICE. Em breve o livro BRASA TEIMOSA será publicado. Aguardem!

SIM, EU SOU LADRÃO

(Sétimo conto do livro BRASA TEIMOSA)

   SIM, EU SOU LADRÃO conta o caso do sujeito que, próximo a uma estação rodoviária, decide pedir algum dinheiro para voltar para sua terra. Usa o curioso argumento de que é ladrão e acabou de sair da cadeia, razão pela qual, diz ele, está sem nem um centavo.

   Explica ao velho senhor a quem pede ajuda as dificuldades que encontra no exercício de sua “profissão”. “Ser ladrão não é fácil, meu senhor! A gente não tem apoio da sociedade, não tem um sindicato, não tem uma associação, não tem nada! Eu vou acabar mudando de profissão!”

   Como esse insólito caso prossegue você confere quando o livro BRASA TEIMOSA for publicado, em 2024, pela Literíssima Editora.

Sobre o conto MORRER É BOBAGEM

(Sexto conto do livro BRASA TEIMOSA)

   O conto MORRER É BOBAGEM é a história de um homem que passava uns dias no sítio de seu primo e, como não tinha nada melhor para fazer, decidiu treinar tiro ao alvo com uma espingarda. Acabou acertando involuntariamente um cachorro. Convencido de que o animal estava morto, resolveu cavar uma cova para enterrá-lo.

   Os fatos se sucederam de tal forma que o próprio protagonista foi parar no mundo dos mortos. Aqui não posso, evidentemente, contar detalhes. Só digo que o maluco concluiu que morrer é…. bobagem!

Sobre o conto O CARTEIRO MIGUEL

(Quinto conto do livro BRASA TEIMOSA)

Miguel é gago e evita como pode o convívio com as pessoas. Sua gagueira só desaparece quando fala sozinho ou com seu cachorro, de nome Roberto.

   Costuma sair para pescar, acompanhado do cachorro. Com ele desabafa. Numa das pescarias, confessou a Roberto que seu sonho de infância era ser radialista, mas com aquela gagueira… Não teve jeito. “Ainda bem que você não ri de mim, Roberto. Você é o cara!” – diz ele ao fiel amigo.

   A convivência com o cão foi se tornando tão intensa que, quase sem perceber, certo dia Miguel substituiu o português pelo cachorrês. Batia altos papos com Roberto, sempre em cachorrês. Aos poucos foi se esquecendo do português. Falando a língua dos cães, ele não gaguejava.

   Mas, a partir daí, sua vida teve uma reviravolta que eu não vou contar aqui. Aguardem o lançamento do livro em 2024 pela Literíssima Editora.

UMA BARATA CHAMADA ELVIRA

(Quarto conto do livro BRASA TEIMOSA)

   Por não suportar o convívio com as pessoas, a jovem Priscila acaba tendo de viver sozinha. Certo dia se depara com uma barata sobre a pia de sua cozinha e, fascinada, decide tornar cativa a criaturinha de roupa envernizada. Uma estranha relação se estabelece entre as duas. Priscila está no auge de sua perturbação. Dirige-se à barata ora com carinho, ora com agressividade; ora se identificando com ela, ora fazendo dela uma depositária de suas frustrações, projetando na pobrezinha sentimentos cujo verdadeiro alvo era dona Elvira, sua mãe.

   Epa! Acho que comecei a falar demais. Aguardem o lançamento do livro para conhecer toda a história.

   A publicação será pela Literíssima Editora.

BOAS-VINDAS, WILDE, terceiro conto de BRASA TEIMOSA

Epaminondas da Silva sempre gostou de escrever. Mas publicava seus livros e não conseguia fazê-los chegar a muitos leitores. Atribuiu essa dificuldade ao fato de não ter um nome muito atraente.

Decidiu mudar. Primeiro considerou a possibilidade de apenas encurtar o nome, passando a se chamar Nonas da Silva. Mas ainda não lhe soava bem. Pensou: Silva significa selva, e selva em Inglês é wild. Decidiu se chamar Nondas Wild. Em seguida pensou mais um pouco e se lembrou de Oscar Wilde. Acrescentou um “e” ao final de “Wild”. Pronto: ele agora se chamava Nondas Wilde.

Não demorou muito e se mandou para os Estados Unidos. Fincou em Nova Iorque suas subnutridas raízes. E começou a escrever suas histórias em Português para em seguida traduzi-las para o Inglês.

Logo se tornou conhecido, pois seus livrinhos do tipo fastfood, fáceis de produzir e mais fáceis ainda de consumir, caíram no gosto popular.

Traduções do inglês para o Português passaram a ser distribuídas também no Brasil. E, para todos os efeitos, eram livros do “escritor norte-americano” Nondas Wilde!

Um dia teve a ideia de retornar ao Brasil, não como Epaminondas da Silva, mas como Nondas Wilde, escritor norte-americano, ora essa!

Criou um concurso. O leitor brasileiro que escrevesse e enviasse a ele a melhor frase receberia sua visita na cidade brasileira onde estivesse morando.

A partir daqui essa história começa a ficar interessante. Mas… é melhor você ler o livro Brasa Teimosa, a ser lançado em 2024 pela Literíssima Editora. Aguarde!

INSECT SPY DRONE

(Segundo conto de meu novo livro, BRASA TEIMOSA)

   Anacleto importou um desses microdrones em forma de pernilongo usados como espiões pelos norte-americanos para, entre outras tarefas, colher amostras de sangue, segundo dizem por aí.

   Esse adquirido por nosso personagem era bem sofisticado. Era dotado de nanocâmeras e capaz de gravar imagens nítidas em qualquer ambiente sem ser observado.

   É claro que o mosquito de Anacleto faria algumas vítimas. Principalmente quando ele, ingenuamente, emprestou o bichinho ao seu amigo Gustavo…

   Mas é melhor você esperar pelo livro. Ele deve sair em breve pela Literíssima Editora. Aguardem!

CONTO 1 DE BRASA TEIMOSA

O primeiro dos 25 contos de meu novo livro, BRASA TEIMOSA, narra a história de Sara, uma terapeuta meio maluca, e Gustavo, um cliente bem esquisito. O título do conto contém um verbo derivado de um palavrão, por isso vou mantê-lo em segredo por enquanto.

Sara tem os cabelos azuis, usa piercings e, na sessão em que recebe Gustavo pela primeira vez, está usando minissaia e botas.  Detesta ser chamada de “doutora Sara” e sua postura diante de seus clientes é bastante, digamos… inconvencional.

Gustavo usa óculos com grossas lentes, é tímido, inseguro e se arrasta pela vida sob o peso de suas perturbações neuróticas.

Mas Sara, a excêntrica terapeuta, parece ter um método. Será que existe uma chance para o esquisito Gustavo?

Aguarde!

O livro BRASA TEIMOSA sai em breve pela Editora Literíssima.

Siga Durval Augusto Jr. pelo Instagram e pelo YouTube.

Durval Augusto Jr. já publicou os seguintes livros: Fernando Capeta Urubu (fábula), 1999, Editora Jornal da Floresta, Belo Horizonte; Almas Tontas (romance), 2006, Editora Armazém de Ideias, Belo Horizonte; Sem Paredes (romance), 2011, Alfstudio Produções, Belo Horizonte; A aljava de Cupido (contos), 2016, Scortecci Editora, São Paulo; Quero matar o prefeito (contos), 2017, Scortecci Editora, São Paulo; Desvendando a linguagem dos astros (Astrologia), 2019, Scortecci Editora, São Paulo; e Amor e guerra em Vale Manso (romance), 2022, Páginas Editora, Belo Horizonte. Outros dois livros estão sendo preparados para publicação em breve, entre eles, BRASA TEIMOSA, que deve sair pela Editora Literíssima.

OS ADEUSES DA VIDA

A vida é uma sucessão de inevitáveis adeuses. Ela já começa com um adeus: o adeus ao útero materno. Em seguida vem o adeus ao seio da mãe, depois o adeus ao colo; um tempo depois, o adeus ao doce aconchego da família, quando começamos a enfrentar o mundo lá fora. E os adeuses vão se sucedendo. E a cada um deles corresponde um luto, um período – curto, médio ou longo – de que necessitamos para nos refazermos da perda.

   Existem adeuses bem singelos, que muitas vezes nos passam despercebidos, como quando nos desfazemos de objetos que não mais nos servem, mas aos quais por algum motivo nos apegamos. O luto provocado por adeuses desse tipo costumam durar não mais que alguns minutos. Outros lutos, como por exemplo aquele provocado pela perda de entes queridos, é claro, podem durar tempo muito mais extenso.

   Seja como for, adeuses são inevitáveis. Consequentemente, processos de luto também o são. No entanto, eles nos fortalecem quando conseguimos suportar seu impacto. Por meio de sua vivência, tornamo-nos conscientes da condição efêmera de todas as coisas e situações que nos cercam, de tudo que faz parte do mundo da matéria. E o incremento de nossa consciência pode nos aliviar da ilusória necessidade de nos apegarmos a valores fugazes. O apego aprisiona e fere; a consciência liberta.

Durval Augusto Jr. já publicou os seguintes livros: Fernando Capeta Urubu (fábula), 1999, Editora Jornal da Floresta, Belo Horizonte; Almas Tontas (romance), 2006, Editora Armazém de Ideias, Belo Horizonte; Sem Paredes (romance), 2011, Alfstudio Produções, Belo Horizonte; A aljava de Cupido (contos), 2016, Scortecci Editora, São Paulo; Quero matar o prefeito (contos), 2017, Scortecci Editora, São Paulo; Desvendando a linguagem dos astros (Astrologia), 2019, Scortecci Editora, São Paulo; e Amor e guerra em Vale Manso (romance), 2022, Páginas Editora, Belo Horizonte. Outros dois livros estão sendo preparados para publicação em breve.

LÍGIA FAGUNDES TELLES E UM CERTO SEMINÁRIO

Ela viveu quase um século. Merecia ter vivido mais. Ou, talvez, devêssemos nos perguntar: nós merecemos Lígia Fagundes Telles? Na minha opinião, trata-se de uma das maiores, se não a maior, contista brasileira. Seus textos são exemplos do que há de mais desconcertantemente belo. Sim, a beleza pode ser desconcertante quando desafia nossos viciados padrões estéticos.

   Hoje quero me referir especificamente ao seu conto Seminário dos Ratos. A leitura desse conto deveria ser obrigatória nas escolas. Aliás, não apenas a leitura, mas que essa leitura fosse seguida de pelo menos um encontro entre alunos e professor para que pudessem fazer uma reflexão crítica (e estética, pois se trata de um dos primores da literatura brasileira) sobre o significado e o alerta presentes no texto.

   Ratos se proliferam e tomam conta da vida pública quando a população escolhe mal seus representantes. Ratos travestidos de homens. No conto, um deles “ficou de pé na pata traseira e me enfrentou feito um homem” – conta um dos personagens.

   Ratos costumam usar terno e gravata, fiquemos atentos.

Durval Augusto Jr. já publicou os seguintes livros: Fernando Capeta Urubu (fábula), 1999, Editora Jornal da Floresta, Belo Horizonte; Almas Tontas (romance), 2006, Editora Armazém de Ideias, Belo Horizonte; Sem Paredes (romance), 2011, Alfstudio Produções, Belo Horizonte; A aljava de Cupido (contos), 2016, Scortecci Editora, São Paulo; Quero matar o prefeito (contos), 2017, Scortecci Editora, São Paulo; Desvendando a linguagem dos astros (Astrologia), 2019, Scortecci Editora, São Paulo; e Amor e guerra em Vale Manso (romance), 2022, Páginas Editora, Belo Horizonte. Outros dois livros estão sendo preparados para publicação em breve.