CACHORRICE

Nono conto do livro BRASA TEIMOSA

Sobre o conto CACHORRICE, o nono de BRASA TEIMOSA

   (– O homem humaniza o cachorro, mas o cachorro não cachorriza o homem –

disse um dos cães.

   – É verdade, cara, não cachorriza mesmo, não!)

(As duas senhoras conversavam no parque, naquela manhã de domingo. Seus cães – um buldogue e um pequinês – se encontraram. Primeiro se latiram de longe, depois se aproximaram. Cheiraram-se. Sentaram-se um diante do outro.

   Iniciaram um bate-papo.

   – Cara, que dia bonito, hein – disse o pequinês.

   – Bonito mesmo – respondeu o buldogue.

   – Posso ser seu amigo?

   – Claro! Foi um milagre dona Carmen me trazer no parque. O negócio dela é shopping.

   – Só dela? Dona Marta também não fica atrás. Mas é gente boa, me trata com carinho.

   – Sorte sua! Arrumaram um cachorro fresquinho, sabe, um poodle. Presente do marido pelo aniversário de dona Carmen. Detesto esses poodles. Pra mim todo poodle devia ser castrado, até a extinção da raça.

   – Por quê?)

   Acima, dois trechos do conto CACHORRICE. Em breve o livro BRASA TEIMOSA será publicado. Aguardem!